Publicado em 19/08/2025 às 10h20 • 3 min de leitura
Assim como os seres humanos, os gatos também podem carregar traumas ao longo da vida, principalmente aqueles que já foram acolhidos das ruas. A exposição à violência, ao abandono ou a situações de estresse pode fazer com que o felino desenvolva comportamentos inesperados, mesmo quando já vive em um lar seguro e amoroso. Esses traumas podem gerar medo crônico de pessoas, barulhos e até de outros animais. Segundo o veterinário João Paulo Lacerda, isso acontece quando o gato passa por experiências negativas que quebram sua confiança nos humanos.
É importante diferenciar o gato traumatizado daquele que é apenas mais introvertido. Enquanto os que sofreram traumas apresentam medo de pessoas e sinais de desconforto, os introvertidos têm apenas um temperamento mais reservado. De acordo com Lacerda, os gatos traumatizados costumam se esconder com frequência, evitar contato visual, apresentar tremores ou se esquivar de carícias. Em situações mais graves, podem reagir com arranhões, mordidas e até rosnados. Além disso, o estresse pode gerar sintomas físicos como diarreia, vômitos e lambedura excessiva, que acaba resultando em feridas na pele.
Já os gatos reservados não apresentam sinais de medo. Eles preferem interagir no próprio ritmo, geralmente se apegam a poucas pessoas da casa e, apesar de gostarem de ficar sozinhos em alguns momentos, aceitam carinho sem maiores problemas. Nesses casos, a introspecção faz parte do temperamento do animal e não indica trauma ou sofrimento.
Outro fator que pode influenciar o comportamento felino é a raça. O siamês, por exemplo, é conhecido por ser extrovertido, vocal e muito apegado ao tutor. O persa costuma ser mais tranquilo, discreto e introvertido. O maine coon, por sua vez, tende a ser sociável e brincalhão. Já os gatos sem raça definida apresentam grande variação de temperamento, que depende muito do ambiente em que vivem e das experiências que já tiveram.
Quando o gato é traumatizado, algumas medidas podem ajudar a melhorar sua qualidade de vida. O enriquecimento ambiental, com brinquedos, arranhadores, túneis e prateleiras, é uma das principais recomendações para oferecer estímulos e tornar a casa mais interessante. Também é fundamental respeitar o tempo do animal e promover uma socialização gradual, sem forçar contato. Produtos como feromônios sintéticos, disponíveis no mercado, ajudam a reduzir o estresse e a promover uma sensação maior de segurança. Em casos mais graves, pode ser necessário o acompanhamento de um profissional especializado em comportamento animal.
Acima de tudo, a rotina deve ser previsível e tranquila, pautada pelo carinho e pela paciência. “Respeitar o tempo do gato, sem forçar interações, é essencial para que ele volte a confiar no ambiente e nas pessoas ao seu redor”, destaca o veterinário João Paulo Lacerda, professor do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).
Assim como os seres humanos, os gatos também podem carregar traumas ao longo da vida, principalmente aqueles que já foram acolhidos das ruas. A exposição à violência, ao abandono ou a situações de estresse pode fazer com que o felino desenvolva comportamentos inesperados, mesmo quando já vive em um lar seguro e amoroso. Esses traumas podem gerar medo crônico de pessoas, barulhos e até de outros animais. Segundo o veterinário João Paulo Lacerda, isso acontece quando o gato passa por experiências negativas que quebram sua confiança nos humanos.
É importante diferenciar o gato traumatizado daquele que é apenas mais introvertido. Enquanto os que sofreram traumas apresentam medo de pessoas e sinais de desconforto, os introvertidos têm apenas um temperamento mais reservado. De acordo com Lacerda, os gatos traumatizados costumam se esconder com frequência, evitar contato visual, apresentar tremores ou se esquivar de carícias. Em situações mais graves, podem reagir com arranhões, mordidas e até rosnados. Além disso, o estresse pode gerar sintomas físicos como diarreia, vômitos e lambedura excessiva, que acaba resultando em feridas na pele.
Já os gatos reservados não apresentam sinais de medo. Eles preferem interagir no próprio ritmo, geralmente se apegam a poucas pessoas da casa e, apesar de gostarem de ficar sozinhos em alguns momentos, aceitam carinho sem maiores problemas. Nesses casos, a introspecção faz parte do temperamento do animal e não indica trauma ou sofrimento.
Outro fator que pode influenciar o comportamento felino é a raça. O siamês, por exemplo, é conhecido por ser extrovertido, vocal e muito apegado ao tutor. O persa costuma ser mais tranquilo, discreto e introvertido. O maine coon, por sua vez, tende a ser sociável e brincalhão. Já os gatos sem raça definida apresentam grande variação de temperamento, que depende muito do ambiente em que vivem e das experiências que já tiveram.
Quando o gato é traumatizado, algumas medidas podem ajudar a melhorar sua qualidade de vida. O enriquecimento ambiental, com brinquedos, arranhadores, túneis e prateleiras, é uma das principais recomendações para oferecer estímulos e tornar a casa mais interessante. Também é fundamental respeitar o tempo do animal e promover uma socialização gradual, sem forçar contato. Produtos como feromônios sintéticos, disponíveis no mercado, ajudam a reduzir o estresse e a promover uma sensação maior de segurança. Em casos mais graves, pode ser necessário o acompanhamento de um profissional especializado em comportamento animal.
Acima de tudo, a rotina deve ser previsível e tranquila, pautada pelo carinho e pela paciência. “Respeitar o tempo do gato, sem forçar interações, é essencial para que ele volte a confiar no ambiente e nas pessoas ao seu redor”, destaca o veterinário João Paulo Lacerda, professor do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê).